De acordo com a International Continence Society (ICS), incontinência urinária (IU) é definida como uma condição na qual ocorre queixa de qualquer perda involuntária de urina, sendo um problema social ou higiênico muitas vezes erroneamente interpretado como parte natural do envelhecimento. Pode levar a um quadro clínico de depressão, isolamento e vergonha, alterando, portanto, o convívio social.

Os três tipos mais comuns de IU são:

  • De esforço (IUE), quando há perda involuntária de urina com esforços como ao tossir ou espirrar;
  • De urgência (IUU), quando a paciente refere o desejo repentino de urinar e não obtém controle sobre o músculo detrusor;
  • Mista (IUM), que é uma associação concomitante das duas formas citadas acima.

As causas relacionadas a Incontinência Urinaria

A IU é multifatorial, mas algumas questões como:

  • Idade avançada;
  • Multiparidade;
  • Cirurgias prévias;
  • Hipoestrogenismo;
  • Deformidades pélvicas.

Além desses fatores, algumas alterações decorrentes do envelhecimento, como a atrofia dos músculos e tecidos, o comprometimento funcional do sistema nervoso e circulatório e a diminuição do volume vesical podem contribuir para o surgimento da IU, pois reduzem a elasticidade e a contratilidade da bexiga.

Estudos internacionais apontam prevalência de 42% de IU entre mulheres, aumentando para 44% naquelas com 65 anos ou mais. Portanto, sabe-se que o risco de desenvolver IU aumenta com a idade e que, aproximadamente, 50% dos idosos institucionalizados apresentam IU, o dobro daqueles que vivem em comunidade.

Torna-se ainda relevante destacar que o diagnóstico precoce permite o tratamento adequado em tempo hábil, evitando maiores comprometimentos e melhorando a qualidade de vida.

A fisioterapia possui recursos que podem tratar a incontinência urinária de um modo não invasivo (sem cirurgia) mediante a uma avaliação específica. Associando exercícios de fortalecimento de assoalho pélvico e recursos de eletroterapia.

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